{"id":386,"date":"2018-04-18T09:36:14","date_gmt":"2018-04-18T12:36:14","guid":{"rendered":"http:\/\/arquivohistoricoacia.com.br\/site\/?page_id=386"},"modified":"2018-04-18T09:36:14","modified_gmt":"2018-04-18T12:36:14","slug":"joao-luiz-de-oliveira","status":"publish","type":"page","link":"http:\/\/arquivohistoricoacia.com.br\/site\/joao-luiz-de-oliveira\/","title":{"rendered":"JO\u00c3O LUIZ DE OLIVEIRA"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" class=\"wp-image-387 size-full alignleft\" src=\"http:\/\/arquivohistoricoacia.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/JOAO-LUIZ-DE-OLIVEIRA.jpg\" alt=\"\" width=\"220\" height=\"314\" srcset=\"http:\/\/arquivohistoricoacia.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/JOAO-LUIZ-DE-OLIVEIRA.jpg 220w, http:\/\/arquivohistoricoacia.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/JOAO-LUIZ-DE-OLIVEIRA-210x300.jpg 210w\" sizes=\"(max-width: 220px) 100vw, 220px\" \/><strong>JO\u00c3O LUIZ DE OLIVEIRA<\/strong><br \/>\n<strong>3\u00ba Presidente<\/strong> &#8211; 25 de Agosto de 1943 a 04 de junho de 1944<\/p>\n<p>O REIN\u00cdCIO<br \/>\nDepois da \u00faltima reuni\u00e3o protocolar realizada em 17 de janeiro de 1937 a ASSOCIA\u00c7\u00c3O COMERCIAL DE AN\u00c1POLIS somente voltou a atividade funcional em 25 de agosto de 1943 conforme registro em seu livro de Atas n 1 fls 47 a 53.<br \/>\nA assembleia tornou-se poss\u00edvel com a presen\u00e7a do Sr. Prefeito Municipal Joaquim C\u00e2mara Filho nomeado pelo Sr. Interventor no Estado de Goi\u00e1s Dr. Pedro Ludovico Teixeira bem como a do Dr. Promotor de justi\u00e7a na \u00e9poca, o Dr. Jo\u00e3o Peclat.<br \/>\nInteressante \u00e9 que mesmo estando presente o Sr. Carlos de Pina Presidente da Associa\u00e7\u00e3o Comercial de An\u00e1polis a reuni\u00e3o foi presidida e conduzida pelo Prefeito Municipal.<br \/>\nNessa ocasi\u00e3o foram expostas as raz\u00f5es que motivaram a reforma dos Estatutos e a constitui\u00e7\u00e3o da nova Diretoria da entidade. O anteprojeto foi lido pelo associado Juvenal Amaral e resultou aprovado com algumas emendas. Em seguida foi apresentada a chapa que logrou ser aprovada por aclama\u00e7\u00e3o elegendo os seguintes:<\/p>\n<p>Presidente: Jo\u00e3o Luiz de Oliveira<br \/>\nVice Presidente: Jonas Ferreira Alves Duarte<br \/>\n1\u00ba Secret\u00e1rio: Juvenal Campos Amaral<br \/>\n2\u00ba Secret\u00e1rio: Jos\u00e9 Quinan Filho<br \/>\n1\u00ba Tesoureiro: Benedito Mathias<br \/>\n2\u00ba Tesoureiro: Barbahan Helou<\/p>\n<p>Diretores em fun\u00e7\u00e3o espec\u00edfica:<br \/>\nEliseu Jorge de Campos<br \/>\nCarlos de Pina<br \/>\nAlderico Borges de Carvalho<\/p>\n<p>Conselho Consultivo:<br \/>\nAchilles de Pina<br \/>\nEduardo Chehab<br \/>\nJorge Salom\u00e3o<br \/>\n\u00cdtalo Naguettini<br \/>\nJos\u00e9 Miguel<br \/>\nZeque Sabbag<br \/>\nAlb\u00e9rico Borges de Carvalho<\/p>\n<p>Consultor T\u00e9cnico:<br \/>\nGisberto Ferraresi<\/p>\n<p>Essa reuni\u00e3o de organiza\u00e7\u00e3o administrativa foi realizada no pr\u00e9dio novo onde instalou o F\u00f3rum e a Prefeitura Municipal situado na Pra\u00e7a do Bom Jesus ent\u00e3o nominado Pal\u00e1cio da Justi\u00e7a.<\/p>\n<p>Nasceu no munic\u00edpio de An\u00e1polis na fazenda Sapato Arcado que hoje faz parte de Ouro Verde em 30 de outubro de 1904 e faleceu nesta cidade em 14 de dezembro de 1969. Foi casado com a Professora Maria Jos\u00e9 Dafico de Oliveira. N\u00e3o deixaram descendentes.<br \/>\nFilho de Ant\u00f4nio Rodrigues de Oliveira e de Maria Luiza de Oliveira perdeu o pai em 1 915 e a m\u00e3e em 1 925.<br \/>\nIniciou a alfabetiza\u00e7\u00e3o em escola rural e avan\u00e7ou em estudos com perseveran\u00e7a, conseguindo adquirir por esfor\u00e7o pr\u00f3prio s\u00f3lida Cultura liter\u00e1ria tornando-se um dos maiores jornalistas e escritores de sua \u00e9poca.<br \/>\nIrresignado com a pol\u00edtica mandonista, corajosamente, com o apoio de Mario de Alencastro Caiado e Domingos Velasco fundaram em An\u00e1polis o comit\u00ea pro elei\u00e7\u00e3o de Get\u00falio Vargas e Jo\u00e3o Pessoa. Isso lhe valeu amea\u00e7as de sofrer desfeita, com surra, por c\u00e2mara de ar, se votasse na elei\u00e7\u00e3o de 1930.<br \/>\nTriunfante a Alian\u00e7a Liberal, foi nomeado o Primero Prefeito de An\u00e1polis, substituindo o antigo \u201cIntendente\u201d.<br \/>\nEm sua administra\u00e7\u00e3o cuidou de recuperar as finan\u00e7as e o cr\u00e9dito da Prefeitura. Fundou a Escola Normal, preparou o primeiro campo de avia\u00e7\u00e3o no pasto do Pedro Jesu\u00edno, onde desceu o primeiro aeroplano, do Correio A\u00e9reo Militar, criado por Eduardo Gomes, em 2 de dezembro de 1931. Atuou, eficazmente, com os pol\u00edticos locais, e com os representantes goianos, no congresso nacional, para a vinda dos trilhos da Estrada de Ferro. Promoveu um telegrama com mais de 100 assinaturas de mulheres pedindo a Sra. Darcy Vargas, esposa do Presidente Vargas, sua interfer\u00eancia para obten\u00e7\u00e3o de verba complementar para conclus\u00e3o das obras, que foi coroada de \u00eaxito, com a inaugura\u00e7\u00e3o da esta\u00e7\u00e3o de An\u00e1polis em 7 de setembro de 1935.<br \/>\nOcupou a presid\u00eancia da Associa\u00e7\u00e3o Comercial, num per\u00edodo cr\u00edtico, de cerceamento das liberdades com o pa\u00eds sofrendo os efeitos da grande guerra. Atuou com hombridade, gerindo o racionamento de v\u00edveres como sal, gordura, combust\u00edveis e utilidades, combatendo com energia o chamado \u201cc\u00e2mbio negro\u201d, que tanto prejudicava a popula\u00e7\u00e3o.<br \/>\nFoi um presidente operoso que, dentro de suas limita\u00e7\u00f5es, contornou as dificuldades e restaurou o prest\u00edgio e a autoridade da Associa\u00e7\u00e3o Comercial de An\u00e1polis.<br \/>\nContam, a boca pequena, uma passagem interessante do seu comportamento e do seu apego a sua cidade natal, quando, eleito ocupou o cargo de Prefeito, pela segunda vez.<br \/>\nEstava em constru\u00e7\u00e3o o bueiro para a passagem das aguas do Ribeir\u00e3o das Antas, na Avenida Goi\u00e1s. E toda a madeira de escoramento era fornecida pela serraria do Nicolas Mouro, que funcionava no Jundia\u00ed, ao lado da Avenida Santos Dumont.<br \/>\nSemanalmente ele pr\u00f3prio ia at\u00e9 o Sr. Nicolas e ali acertava o pre\u00e7o do material, consumido. Nessas ocasi\u00f5es pechinchava, discutia e sempre obtinha descontos substanciais.<br \/>\nUm dia, porem chegou um carroceiro com uma lista de caibros com especifica\u00e7\u00e3o de bitola e comprimento contendo o pedido assinado por Joao Luiz.<br \/>\nNo dia seguinte, pela manh\u00e3, o Sr. Jo\u00e3o compareceu \u00e0 serraria, onde, ap\u00f3s os cumprimentos, pediu a nota dos caibros, que o Mouro lhe entregou.<\/p>\n<p>Sem nada dizer meteu a m\u00e3o no bolso interno do palet\u00f3 e dali tirou a carteira, e come\u00e7ou a retirar o dinheiro:<\/p>\n<p>O Sr. Nicolas se espantou e interferiu dizendo:<\/p>\n<p>&#8211; N\u00e3o, Sr. Jo\u00e3o, a nota est\u00e1 errada. O pre\u00e7o \u00e9 outro. Pensei que o Sr. iria pedir a diferen\u00e7a, como de costume, mas, vejo que o senhor vai pagar, sem nada dizer.<\/p>\n<p>O nobre Jo\u00e3o Luiz de Oliveira, com seu jeito, t\u00e3o peculiar, explica:<\/p>\n<p>&#8211; Esse material, ontem levado, foi para minha casa. Os outros eram para a Prefeitura, beneficiando o povo. Por isso \u201cchorava\u201d!<\/p>\n<p>Foi Presidente de 29 de agosto de 1943 a 08 de agosto de 1950.<\/p>\n<p>Presidiu 20 reuni\u00f5es da Associa\u00e7\u00e3o e seu Vice, Jonas Ferreira Alves Duarte, 2 reuni\u00f5es.<\/p>\n<p>Eduardo Chehab \u2013 1 reuni\u00e3o<\/p>\n<p>Dr. Pl\u00e1cido de Campos \u2013 1 reuni\u00e3o<\/p>\n<p>Dr. Emival Ramos Caiado \u2013 1 reuni\u00e3o<\/p>\n<p>Nenhuma outra assembl\u00e9ia se realizou. Apenas, reuni\u00f5es de Diretoria aconteceram em 12 e 26 de setembro, 24 de outubro e 7 e 21 de dezembro, na casa de resid\u00eancia do Presidente, Jo\u00e3o Luiz de Oliveira.<\/p>\n<p>Os assuntos ventilados nessas reuni\u00f5es foram constantes e preocupantes: a falta de vag\u00f5es na Estrada de Ferro Goyaz para dar vaz\u00e3o \u00e0 volumosa concentra\u00e7\u00e3o de cereais que permaneciam em An\u00e1polis, com risco de deteriora\u00e7\u00e3o, e sem outro meio de escoamento, sen\u00e3o pela via f\u00e9rrea.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s o impacto da implanta\u00e7\u00e3o de Goi\u00e2nia, provocando abalos em nossa vida social e econ\u00f4mica, diminuindo, assim, a marcha do nosso desenvolvimento, um fator novo come\u00e7ou atuar em nosso favor.<\/p>\n<p>A COL\u00d4NIA AGR\u00cdCOLA NACIONAL DE GOI\u00c1S, j\u00e1 em atividade, come\u00e7ou a produzir e a carrear para An\u00e1polis as fartas produ\u00e7\u00f5es, advindas das colheitas de cereais. Isso porque o incentivo b\u00e1sico, o financiamento efetivo das lavouras, foi feito pelos cerealistas anapolinos.<\/p>\n<p>Ali\u00e1s, esse processo j\u00e1 estava consolidado, h\u00e1 anos, antes mesmo da chegada dos trilhos na cidade, com as fartas colheitas do caf\u00e9.<\/p>\n<p>E o produto \u201cin natura\u201d, que aqui chegava procedente das lavouras, situadas no m\u00e9dio norte, em grande parte, era trazido por velhos caminh\u00f5es, movidos a gasog\u00eanio. O combust\u00edvel comum, a gasolina, passou a ser negociada no chamado \u201cc\u00e2mbio negro\u201d.<\/p>\n<p>N\u00e3o existiam estradas e nem caminh\u00f5es capacitados, como hoje, que suportam o peso embora com maior \u00f4nus na circula\u00e7\u00e3o de riquezas, por todo pa\u00eds.<br \/>\nO \u00fanico melo era a estrada de ferro, com m\u00e1quinas movidas a vapor, que n\u00e3o suportavam o volume da carga a ser transportada.<br \/>\nDa\u00ed, serem constantes os clamores e as reclama\u00e7\u00f5es, face ao risco de perdimento de tantos bens perec\u00edveis.<br \/>\nUma das causas que mais irritavam os cerealistas e comerciantes de An\u00e1polis era o fato da transfer\u00eancia da linha mestra da Estrada de Ferro Goyaz para Goi\u00e2nia. Nossa cidade passou a ser sacrificada na condi\u00e7\u00e3o de ramal. Os vag\u00f5es eram destinados a esta\u00e7\u00e3o da capital, e, ali, ficavam ociosos, enquanto que, em An\u00e1polis, a falta deles constitu\u00eda um problema de ordem nacional.<br \/>\nO que atuava, na ocasi\u00e3o, infelizmente, era o esp\u00edrito da pol\u00edtica partid\u00e1ria, nociva e corrompida, odiosa, dominante no Estado, que n\u00e3o contava com o apoio e nem com a aprova\u00e7\u00e3o dos anapolinos. Por isso An\u00e1polis pagava caro, muito caro, o pre\u00e7o da sua ousadia em ser oposi\u00e7\u00e3o.<br \/>\nEm recurso extremo, os cerealistas de An\u00e1polis, conseguiram alguns vag\u00f5es na Esta\u00e7\u00e3o de Goi\u00e2nia, mediante agrados, presentes, gorjetas e propinas aos gerentes, daqui e de l\u00e1, que se tornaram as figuras mais importantes. Presenciei emp\u00e1fias desses deformados, quando submetiam os nossos exportadores ao vexame de suplicantes de favores.<br \/>\nOutro assunto que mereceu aten\u00e7\u00e3o e cuidados da Associa\u00e7\u00e3o Comercial foi o problema da falta de sal e de a\u00e7\u00facar que j\u00e1 afetava a popula\u00e7\u00e3o. Questionava-se, e muito, as passagens desses produtos por aqui, e destinados a outras cidades do Estado. Era comum a grita popular acusando a exist\u00eancia do chamado \u201cc\u00e2mbio negro\u201d.<br \/>\nPara se ter uma ideia das dificuldades que enfrentavam os cerealistas, sacrificados em suas liberdades, a Associa\u00e7\u00e3o Comercial teve que intervir para se comprarem 500 mil sacos de aniagem, vazios, (meio milh\u00e3o), destinados ao ensacamento de cereais aqui beneficiados, e destinados \u00e0 exporta\u00e7\u00e3o para fora do Estado, e, tamb\u00e9m, para o consumo interno da popula\u00e7\u00e3o, e 15 mil sacos de a\u00e7\u00facar cristal, que estava escasso no mercado, e que foram distribu\u00eddos pelo crit\u00e9rio de racionamento.<br \/>\nNo ano de 1943 foram admitidos os seguintes s\u00f3cios, conforme assento as folhas 53 a 59 do Livro de Atas n\u00b0 1.<br \/>\nJo\u00e3o Pires<br \/>\nJean Jacques Wirth<br \/>\nOtto Taube<br \/>\nSalim Cec\u00edlio Chaibub<br \/>\nRaimundo Sobral Filho<br \/>\nAbr\u00e3o Miguel<br \/>\nJos\u00e9 Miguel<br \/>\nLeoni Mendon\u00e7a<br \/>\nCaied Salim &amp; Filho<br \/>\nElias Jorge<br \/>\nLeyser &amp; Bevinhati<br \/>\nJo\u00e3o Pedro Neto<br \/>\nCrist\u00f3v\u00e3o Campos<br \/>\nLuis Fernandes &amp; Irm\u00e3o<br \/>\nAbr\u00e3o Zacarias &amp; Cia<br \/>\nRazem Elias<br \/>\nA. Xavier Nunes &amp; Correa<br \/>\nAbdalla Badauy<br \/>\nSebastiao Pedro Junqueira<br \/>\nLaudelino Cesar de Melo<br \/>\nJo\u00e3o Hueb<br \/>\nJos\u00e9 Otaviano do Esp\u00edrito Santo<br \/>\nGaliano Jacomossi<br \/>\nAdir Furtado de Menezes<br \/>\nBenjamim Alexandre Filho<br \/>\nJo\u00e3o Teixeira<br \/>\nJos\u00e9 Gomes dos Santos<br \/>\nRubens Arruda<br \/>\nJos\u00e9 Ataliba Gordo<br \/>\nAnt\u00f4nio Joaquim Gomes<br \/>\nAugusto Pinto Pereira<br \/>\nManoel D. Machado<br \/>\nJose Oliveira Campos<br \/>\nMoacir Romeu Costa<br \/>\nEurico Dardeau de Albuquerque<br \/>\nUlisses Alves Cunha<br \/>\nSiqueira &amp; Cia<br \/>\nCarlos Mendes de Oliveira<br \/>\nCarlos Elias &amp; Cia<br \/>\nWady Ant\u00f4nio Isaac<br \/>\nJos\u00e9 E. Roriz<br \/>\nSociedade Imobili\u00e1ria de An\u00e1polis<br \/>\nJos\u00e9 Maria do Nascimento Junior<br \/>\nFrancisco de Assis Lage<\/p>\n<p>O Sr. Bruno Anders, por ser alem\u00e3o, foi recusado como associado, em reuni\u00e3o realizada em 31 de outubro de 1943.<\/p>\n<p>O ANO DE 1944<\/p>\n<p>Continuava a guerra, acesa e violenta, na Europa e na \u00c1sia, trazendo consequ\u00eancias danosas a vida do povo brasileiro. Havia instabilidade social e econ\u00f4mica Registravam-se car\u00eancias de alimentos, combust\u00edvel e meios de transporte, sobretudo limita\u00e7\u00f5es das liberdades.<br \/>\nAssim, a Associa\u00e7\u00e3o Comercial de An\u00e1polis continuou com reuni\u00f5es apenas de sua d1retoria, para cuidar dos assuntos mais urgentes, que causavam preju\u00edzos \u00e0s atividades dos comerciantes, seus associados.<br \/>\nAs providencias, ent\u00e3o, se resumiram ao per\u00edodo de Janeiro at\u00e9 8 de agosto, quando se viu for\u00e7ada a nova paralisa\u00e7\u00e3o, decorrente de instabilidade da vida agitada pelo tumulto da guerra, que provocava, no meio da sociedade, abalos profundos, com a convoca\u00e7\u00e3o de multos jovens para integrarem as for\u00e7as expedicion\u00e1rias, que seguiam para Europa.<br \/>\nNesse per\u00edodo, ent\u00e3o, foram realizadas sete reuni\u00f5es reservadas, dos diretores e duas assembleias, que contaram com as participa\u00e7\u00f5es do Sr Prefeito Municipal, do Promotor de justi\u00e7a e, tamb\u00e9m, do Delegado Regional de Pol\u00edcia.<br \/>\nA t\u00f4nica das reuni\u00f5es, foi constante o assunto da falta de vag\u00f5es para escoamento do arroz beneficiado que ficava estocado em An\u00e1polis, precariamente armazenado sujeito a deteriora\u00e7\u00e3o. Chegava a 60 mil sacas desse produto, paralisados causando apreens\u00f5es aos comerciantes, registrando-se algumas perdas.<br \/>\nTamb\u00e9m situa\u00e7\u00e3o inquietante era a quest\u00e3o do abastecimento: A falta de sal, a\u00e7\u00facar, gordura, que passaram a ser racionados pela Associa\u00e7\u00e3o,que provocou a ida dos associados, Barbahan Helou e Abdalla Badauy credenciados pela Presidencia, para solicitarem ajuda do Sr Interventor no Estado, para exporem \u00e0 autoridade a situa\u00e7\u00e3o aflitiva que se encontrava a popula\u00e7\u00e3o e l\u00e1 conseguiram a interfer\u00eancia do Sr. Interventor para ceder, da conta do Estado, 500 sacos de sal e 500 sacos de a\u00e7\u00facar, que seriam remetidos, com m\u00e1xima urg\u00eancia, para serem distribu\u00eddos \u00e0 popula\u00e7\u00e3o por meio do racionamento rigoroso.<\/p>\n<p>Nessa oportunidade, 11 de maio de 1944, informou tamb\u00e9m o Sr. Interventor que o Governo do Estado estava disposto a implantar em An\u00e1polis a infra-estrutura para cal\u00e7amento, rede de \u00e1gua pot\u00e1vel e esgotos. Tamb\u00e9m foi cogitada a possibilidade de construir a sede da Associa\u00e7\u00e3o, mediante financiamento pelo IAPC, desde que houvesse terreno apropriado, no centro.<\/p>\n<p>Foi realizada assembl\u00e9ia, no dia 4 de junho de 1944, sob a presid\u00eancia do Sr. Jo\u00e3o Luiz de Oliveira, com o objetivo de julgar as contas de sua administra\u00e7\u00e3o, bem como proceder-se a elei\u00e7\u00e3o dos novos diretores, que deveriam comandar a entidade, at\u00e9 1946.<\/p>\n<p>Aprovadas as contas, por aclama\u00e7\u00e3o foram eleitos os seguintes:<\/p>\n<p>Presidente: Jo\u00e3o Luiz de Oliveira<br \/>\nVice Presidente: Alb\u00e9rico Borges de Carvalho<br \/>\n1\u00b0 Secret\u00e1rio: Juvenal Campos Amaral<br \/>\n2\u00b0 Secret\u00e1rio: Jo\u00e3o Faria<br \/>\n1\u00b0 Tesoureiro: Benedito Matias<br \/>\n2\u00b0 Tesoureiro: Elizeu Jorge de Campos<\/p>\n<p>Diretores sem fun\u00e7\u00e3o espec\u00edfica:<\/p>\n<p>Jonas Ferreira Alves Duarte<br \/>\nJorge Pedreiro<br \/>\nBarbahan Helou<\/p>\n<p>Conselho Consultivo:<br \/>\nEduardo Chehab<br \/>\nSilfridoWagner Sohirman<br \/>\nJo\u00e3o Batista Cimini<br \/>\nJean Jacques Wirth<br \/>\nPl\u00ednio Gonzaga Jaime<br \/>\nJos\u00e9 Abdalla<\/p>\n<p>O 2\u00ba tempo de<\/p>\n<p><strong>JO\u00c3O LUIZ DE OLIVEIRA <\/strong><br \/>\n<strong>4\u00b0 Presidente<\/strong> &#8211;\u00a004 de junho de 1944 a 08 de agosto de 1950<\/p>\n<p>Essa reuni\u00e3o somente foi poss\u00edvel porque contou com as presen\u00e7as do Sr. Prefeito Municipal, Dr. Joaquim C\u00e2mara Filho, do Dr. Promotor de Justi\u00e7a, Jo\u00e3o Peclat e do Delegado Regional de Pol\u00edcia, Coronel Getulino Artiaga.<\/p>\n<p>A findar a reuni\u00e3o, o Sr. Prefeito Municipal, por proposta do Sr. Barbahan Helou, entregou tr\u00eas canetas-tinteiro, oferecidas pelos associados, como reconhecimento aos trabalhadores, em favor da Associa\u00e7\u00e3o, aos diretores, Jo\u00e3o Luiz de Oliveira, Juvenal Campos Amaral e Benedito Mathias.<\/p>\n<p>Tratou-se, tamb\u00e9m do problema da mendic\u00e2ncia, aumentada na cidade, tendo o Sr, Antonio Luiz de Pina, sugerido a amplia\u00e7\u00e3o de socorro aos pobres, mediante contribui\u00e7\u00f5es efetivas e volunt\u00e1rias de pessoas caridosas, oferecendo, logo, em car\u00e1ter permanente, a import\u00e2ncia mensal de CR$ 250,00, gesto imitado por outros. Assinaram a ata dessa assembl\u00e9ia 49 associados, conforme consta as fls. 84 a 86 do livro de Atas, n\u00b0. 1.<\/p>\n<p>Nas reuni\u00f5es \u00faltimas da Diretoria, foi recebido telegrama do Sr. Inspetor da Campanha Mogiana de Estrada de Ferro, respons\u00e1vel pelo percurso de S\u00e3o Paulo at\u00e9 Araguar\u00ed, comunicando a exist\u00eancia de 125 vag\u00f5es, na esta\u00e7\u00e3o da cidade mineira e mais de 75 carregados e paralisados no trecho Uberaba-Uberl\u00e2ndia, destinados a An\u00e1polis. Fato esse que motivou a designa\u00e7\u00e3o de uma Comiss\u00e3o integrada por Juvenal Campos Amaral e Benedito Mathias para tratarem da solu\u00e7\u00e3o do caso, junto \u00e0 Dire\u00e7\u00e3o da Estrada de Ferro Goyaz.<\/p>\n<p>Os eleitos tomaram posse, em seus cargos em reuni\u00e3o simples, da diretoria, em 30-6-1944<\/p>\n<p>INTERRUP\u00c7\u00d5ES<\/p>\n<p>A Associa\u00e7\u00e3o interrompeu suas atividades, ap\u00f3s a \u00faltima reuni\u00e3o, ocorrida em 8 de agosto de 1944, e recome\u00e7ou em 1\u00ba de julho de 1950, sob a presid\u00eancia do Sr. Jo\u00e3o Luiz de Oliveira. Livro de Atas, n\u00ba. 3, fls. 1.<\/p>\n<p>Nessa reuni\u00e3o, apenas, foi tratado o projeto em discuss\u00e3o, na C\u00e2mara Municipal, pretendendo implantar, em An\u00e1polis, a chamada \u201cSemana Inglesa\u201d. A entidade recusou aprova\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Consta da referida Ata e outras, subseq\u00fcentes, que a entidade aparece com o nome de ASSOCIA\u00c7\u00c3O COMERCIAL, INDUSTRIAL E AGRO-PECU\u00c1RIA DE AN\u00c1POLIS.<\/p>\n<p>N\u00e3o encontramos, todavia, registros ou provid\u00eancias da altera\u00e7\u00e3o, sen\u00e3o an\u00fancio de que a entidade, efetivamente, funcionou com a denomina\u00e7\u00e3o de \u201cASSOCIA\u00c7\u00c3O COMERCIAL, INDUSTRIAL E AGRO-PECU\u00c1RIA DE AN\u00c1POLIS\u201d, como sociedade civil.<\/p>\n<p>Em 8 de agosto de 1950, ap\u00f3s as convoca\u00e7\u00f5es regulares, publicadas pela imprensa, foi realizada a elei\u00e7\u00e3o da nova Diretoria e do Conselho Consultivo da Associa\u00e7\u00e3o Comercial, Industrial e Agro-Pecu\u00e1ria de An\u00e1polis, obtendo-se o seguinte resultado.<\/p>\n<p>Presidente: S\u00f3crates Mardocheu Dinis<br \/>\nVice \u2013 Presidente: Jo\u00e3o Luiz de Oliveira<br \/>\n1\u00ba Secret\u00e1rio: Pl\u00e1cido Campos<br \/>\n2\u00ba Secret\u00e1rio: Edwirges Soares<br \/>\n1\u00ba Tesoureiro: Eurico Dardeau Albuquerque<br \/>\n2\u00ba Tesoureiro: Aryowaldo Tahan<\/p>\n<p>Diretores: Ant\u00f4nio Luiz Pina<br \/>\nBarbahan Helou<br \/>\nJonas Ferreira Alves Duarte<\/p>\n<p>Conselho Consultivo:<br \/>\nCarlos Dias Noleto<br \/>\nAlb\u00e9rico Borges de Carvalho<br \/>\nJos\u00e9 Abdalla<br \/>\nJos\u00e9 Pedro de Lima<br \/>\nJoaquim Prop\u00edcio de Pina<br \/>\nAnt\u00f4nio Xavier Nunes Filho<br \/>\nJorge Abr\u00e3o Pedreiro<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>JO\u00c3O LUIZ DE OLIVEIRA 3\u00ba Presidente &#8211; 25 de Agosto de 1943 a 04 de junho de 1944 O REIN\u00cdCIO Depois da \u00faltima reuni\u00e3o protocolar realizada em 17 de janeiro de 1937 a ASSOCIA\u00c7\u00c3O COMERCIAL DE AN\u00c1POLIS somente voltou a atividade funcional em 25 de agosto de 1943 conforme registro em seu livro de Atas&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"parent":0,"menu_order":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","template":"","meta":{"_s2mail":""},"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/arquivohistoricoacia.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/386"}],"collection":[{"href":"http:\/\/arquivohistoricoacia.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/pages"}],"about":[{"href":"http:\/\/arquivohistoricoacia.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/page"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/arquivohistoricoacia.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/arquivohistoricoacia.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=386"}],"version-history":[{"count":1,"href":"http:\/\/arquivohistoricoacia.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/386\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":388,"href":"http:\/\/arquivohistoricoacia.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/386\/revisions\/388"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/arquivohistoricoacia.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=386"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}